Comércio eletrônico teve aumento nas vendas e crescimento do número de lojas em 2015

05/05/2016
Camara-e.net concedeu entrevista ao Jornal das Dez, da GloboNews, para falar sobre o crescimento do e-commerce

Uma das áreas atingidas em cheio pela crise econômica é o setor varejista do Brasil. No entanto, na contramão do resto do país, o comércio eletrônico comemorou resultados surpreendentes em 2015. Só no Estado de São Paulo, o número de lojas virtuais aumentou quase 90% ano passado e as vendas também tiveram resultados bem além do esperado. No mundo real, a situação não está das melhores para o varejo. As vendas caíram 4% em 2015, em comparação com o ano anterior, mas no mundo virtual a realidade é bem diferente: o comércio eletrônico cresceu 15% ano passado e esse ano a previsão é otimista.

Para Gerson Rolim, diretor de comunicação e marketing da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), mesmo 2016 sendo o segundo ano de crise aguda, a previsão é de um crescimento de 8%, chegando a R$ 43 bilhões de faturamento, ou seja, o e-commerce brasileiro já representa alguns pontos percentuais do PIB do Brasil.

A comerciante Bruna Longras, por exemplo, já teve que mudar o escritório duas vezes para comportar o crescimento da loja online. As vendas aumentaram em média 35% em 2015 e, mesmo assim, ela e a sócia não pensam em levar as peças para uma vitrine que não seja virtual. “Nós precisamos tornar a marca conhecida, então esse é o desafio: fazer a marca cada vez mais conhecida e fazer com que as clientes tomem a iniciativa de realizar a primeira compra”, afirma ela.

Dados de uma desenvolvedora de plataforma online apontaram um boom de empresas de e-commerce só no Estado de São Paulo. Daniela Cabrera está dentro dessa estatística. Há menos de um ano, ela começou a vender meias em forma de sapato para bebês. “Eu percebi que tinha um nicho muito grande no mercado, uma carência na verdade, de roupas e acessórios descolados e estilosos para bebês de até dois anos”, explica.

Quando a loja dela começou, o ambiente estava tomado por 48 mil pares de meias. Hoje, sobraram só 30% do material porque o resto foi vendido. O retorno do investimento chegou mais rápido do que ela imaginava: em quatro meses. Nada mal para quem esperava que ele viesse em um ano.

Infelizmente, nem todo mundo tem a mesma história de sucesso. Abrir um e-commerce é fácil, mas para manter, é preciso estratégia. Segundo Rolim, é muito importante para os menores se focarem em um nicho. “Se você for especialista em um produto específico e tiver todas as características, todas as cores, todos os tamanhos, as pessoas vão começar a perceber que não tem que pesquisar para chegar até você porque você sempre vai atendê-las, e aí você começa a criar um público fiel”, aconselha.

Fonte: GloboNews


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