Advogada abre mão da carreira e investe na venda on-line de laranjas

25/09/2015, às 10:00
Alessandra Sodré flagrou desperdício de frutas após descarte de indústrias. Empresa de Sorocaba destina 10% da produção para consumo na internet.

Ver uma receita na internet de uma boa sobremesa a base de laranjas pode motivar muitas pessoas a saírem do computador e correrem aos supermercados. A partir desta ideia, uma empresária de Sorocaba (SP) resolveu empreender e trazer conveniência aos internautas e vender as frutas on-line.

Alessandra Sodré conta que tomou a inciativa de usar a internet depois do desespero em ver toneladas de laranjas caídas entre os aproximadamente 150 mil pés da fruta na propriedade da família no interior de São Paulo.

Inconformada com o desperdício provocado pela rejeição da indústria, a ex-advogada de 32 anos resolveu abriu mão da carreira e foi procurar na internet outro perfil de clientes para a empresa.

Em entrevista ao G1, a atual empresária conta que a atitude foi uma aventura e uma alternativa para a empresa se modernizar. "Liguei para o meu pai pedindo autorização para vender laranjas on-line e ele aceitou. Comecei divulgando a fruta em sites de classificados e nas redes sociais. Cada saco de 27 kg saia a R$ 35. Em apenas um dia recebi 20 pedidos", explica.

Pega de surpresa com o sucesso das vendas na internet, Alessandra afirma que precisou improvisar e começou a percorrer de carro os cerca de 100 quilômetros que separam Sorocaba da capital paulista a fim de pegar as frutas – selecionadas pelo pai – e fazer as entregas pela cidade de São Paulo com ajuda da mãe.

Ao final de 2012, ano em que começou as vendas on-line, a empresária conquistou 50 clientes fixos. Hoje ela contabiliza mais de 600.

Reestruturação
Segundo Alessandra, o aumento na procura pelas laranjas da fazenda sorocabana que fez com que a empresa se interessasse em reestruturar o site da companhia e expandir o negócio on-line, que atualmente detém 10% de toda a produção. O restante continua sendo vendido para indústria e empresários da região de Sorocaba.

Pela internet, o consumidor pode comprar remessas de três, cinco, 10 e 20 quilos de laranja. O maior delas custa R$ 30, valor quatro vezes maior do que o vendido para a indústria, que compra um saco de 40 kg a R$ 15. "Se continuássemos tão caseiros, não conseguiríamos acompanhar o ritmo. Então resolvi investir no site e hoje até os pagamentos são feitos via web. Aumentamos nosso lucro", diz.

Para Alessandra, o sucesso na expansão da companhia se deve a qualidade do material. "Produtos orgânicos são muito mais atrativos para o cliente do que para a indústria. Hoje não perdemos tanta laranja porque aprendemos a direcionar melhor as vendas da produção", comenta.

A empresária garante ainda que a praticidade das vendas pela internet não provocou cortes no número de funcionários já que, segundo ela, a colheita da laranja é manual. "Ainda precisamos dos funcionários no campo para colher as frutas e da mesma equipe para a manutenção dos laranjais", ressalta.

Fonte: G1


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