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2020: o ano do empreendedorismo feminino

30/01/2020
O Brasil tem a 7ª maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais; e elas usam a criatividade para vender pela internet

Empreender não é tarefa fácil, principalmente em um país com altas taxas de tributos e muita burocracia. Mesmo assim, o brasileiro mistura sonho e coragem em meio ao desemprego e à crise econômica e decide iniciar alguma atividade empreendedora. Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) realizada em 49 países, o Brasil teve 2º melhor desempenho em empreendedorismo em 2018, quando cerca de 52 milhões de pessoas estavam empreendendo.

E um dado salta aos olhos nessa pesquisa: o Brasil teve a 7ª maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais, que estão à frente de empreendimentos com menos de 42 meses de existência. Ou seja, as mulheres ousando empreender cada vez mais.

Os motivos variam: sonho, renda extra, missão, vontade de ser a própria chefe ou de passar mais tempo com a família são alguns deles. No entanto, uma pesquisa realizada pela Pequenas Empresas Grande Negócios (PEGN) com 1.316 mulheres revelou que 33% delas empreenderam depois de enxergar uma oportunidade de negócio.

Para Siomara Leite, 50 anos, e Danielle Kono, 37 anos, sócias do Brechó Agora é Meu , a oportunidade de um novo negócio veio com a crise imobiliária que abalou o país em 2015. "Siomara e eu éramos sócias em um escritório de arquitetura e com a crise imobiliária precisamos mudar de rumo. Sempre gostei de moda, Siomara também. Criamos um bazar com a ajuda de amigos e foi um sucesso. Decidimos então reformar nosso espaço e abrir um brechó", conta Danielle. A loja de roupas usadas surgiu com o apelo do consumo consciente.

Daniele e Siomara socias do brecho Agora É Meu
Foto: Daniele (à esquerda) e Siomara, sócias do brecho Agora É Meu (divulgação)

"Acho que no Brasil não existia e ainda não existem muitos brechós com peças de qualidade. Mas existe uma necessidade de consumir com mais consciência. Não vemos a necessidade de compra e de produção de tantas peças novas (acompanhadas de novos impactos ambientais) sendo que tem tanta peça bacana, em excelente estado. Queremos prolongar o uso dessas peças e incentivar o consumo mais responsável", completa Siomara.

Com uma proposta justa e ecologicamente correta, o brechó ganhou uma loja virtual e, embora a porcentagem das vendas online ainda seja muito pequena e menor do que na loja física, as sócias não descartam o e-commerce como estratégia comercial. "O que tem na loja física não está no site e vice-versa", explica Danielle. "A loja virtual é uma oportunidade de quem está mais longe conhecer o brechó e, quem sabe, até vir conhecer a loja física", completa. 

Mas há aquelas mulheres que usam a internet como canal principal de vendas e aumentam o sustento da família com as vendas online. É o caso da microempreendedora mineira de Uberaba Fabiana da Silva Oliveira, 33 anos, que produz doces feitos com leite em pó para decorar e adoçar festas. "Faço doces personalizados há oito anos e vi minhas vendas aumentarem quando entrei nas redes sociais, em 2016. Como sou sozinha na empresa e cuido de tudo, inclusive da produção, não consigo postar muita coisa, todos os dias. Se conseguisse tenho certeza que venderia mais", analisa Fabiana, que é formada em Serviço Social, mas não seguiu a carreira porque viu o negócio na área de confeitaria decolar. Para se manter atualizada no marketing digital, ela faz cursos online e acompanha perfis nas redes sociais que ensinam técnicas para impulsionar as vendas.

Fabiana Nogueira - doces personalizadosFoto: A mineira Fabiana Oliveira produz doces personalizados

Desafios e primeiros passos

Muitas mulheres começam a empreender para aumentar a renda ou conquistar uma independência financeira. Porém, as responsabilidades com casa, filhos, etc, aumenta o desafio de empreender. Siomara, por exemplo, sabe como é isso. Casada e mãe de três filhos, ela se desdobra para dar conta de tudo. "E tem muitos dias que eu não consigo. Para a mulher empreender, ela precisa ter muita organização e disciplina para fazer acontecer. Muitas vezes coloco o trabalho em primeiro lugar e fico em falta em casa. Mas sempre contei com a colaboração do meu marido. Acho que isso faz a diferença", diz.

A estudante de administração de empresas, Bianca Sordi, de 23 anos, acredita que hoje o empreendedorismo feminino está sendo mais divulgado e com isso mais mulheres se sentem inspiradas pelas histórias de sucesso. "Eu penso em empreender em muitos lugares, mas ainda não me arrisquei a nada. Acredito que não está na hora certa", diz a jovem. Enquanto isso, ela vai pesquisando e estudando o mercado. Em 2019, Bianca participou do Ciclo MPE.net promovido pela Câmara Brasília de Comércio Eletrônico no auditório do Sebrae de São Paulo. O evento ensinou o passo a passo para abrir uma loja virtual e a primeira etapa foi justamente essa, a de planejamento e pesquisa de mercado.

Bianca Sordi - estudante de administracao de empresas e futura empreendedoraFoto: Bianca Sordi, estudante de administracao de empresas e aspirante a empreendedora

Se você quer empreender no e-commerce em 2020, acesse o site do Ciclo MPE.net e confira a agenda de eventos presenciais. Serão mais 17 cidades contempladas com o ciclo de palestras sobre como montar uma loja virtual de sucesso.

E se a sua cidade não está na lista, não fique triste. A equipe da camara-e.net  está programando uma série de palestras e cursos online. Dois deles, que devem acontecer em março, tanto a Siomara e a Danielle, quanto a Fabiana vão adorar, pois terão como temas: "Venda moda online todos os dias" e "Como usar as redes sociais para vender mais". Fique de olho na programação do site!

Por Letícia Martins, jornalista da camara-e.net
E-mail: comunicacao@camara-e.net


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